Minha Casa Minha Vida em português claro
O Minha Casa, Minha Vida, o MCMV, é o principal programa habitacional do Governo Federal. Ele ajuda famílias a comprar a casa própria com duas vantagens que o financiamento comum não oferece: subsídio, um desconto do governo sobre o valor do imóvel que não precisa ser devolvido, e juros abaixo do mercado, com prazo de até 35 anos para pagar. Em 2026, o programa atende famílias com renda bruta mensal de até R$ 13 mil em áreas urbanas, divididas em faixas que definem quanto de subsídio, qual juro e qual o valor máximo do imóvel.

Este site explica o programa em ordem: primeiro quem pode participar, depois as faixas de renda, o subsídio, os juros e prazos, o teto do valor do imóvel, como se inscrever, os documentos, o funcionamento da Faixa 1 subsidiada, as regras da área rural e, por fim, o que mudou desde o Casa Verde e Amarela. Os valores aqui são os de 2026, atualizados pela Portaria MCID nº 333, de 30 de março de 2026, em vigor desde 22 de abril de 2026. Páginas antigas na internet ainda mostram os valores de 2025 — desconfie de qualquer tabela que traga Faixa 1 até R$ 2.850 ou Faixa 4 até R$ 12 mil como se fossem os atuais.

Os números do Minha Casa, Minha Vida em 2026
- Renda atendida: até R$ 13 mil por mês em áreas urbanas; até R$ 162.500 por ano em áreas rurais.
- Faixa 1: renda até R$ 3.200 por mês; maior subsídio do programa e juros a partir de 4% ao ano.
- Subsídio máximo: até R$ 55 mil; até R$ 65 mil na Região Norte. Vale para as Faixas 1 e 2, e o valor exato é calculado caso a caso.
- Juros: de 4% a 8,16% ao ano nas Faixas 1 a 3; 10% ao ano na modalidade Classe Média. As taxas são nominais, acrescidas da TR.
- Prazo: até 420 meses, ou 35 anos.
- Teto do imóvel: de R$ 210 mil a R$ 275 mil nas Faixas 1 e 2, conforme o porte do município; até R$ 400 mil na Faixa 3; até R$ 600 mil na Classe Média.
- Inscrição: gratuita. É proibida qualquer taxa de cadastro ou de priorização.
As duas linhas do programa
O programa tem duas linhas de atendimento, e o caminho da família depende de qual delas ela se encaixa. A linha subsidiada atende, em regra, as famílias da Faixa 1, com unidades construídas com recursos do Orçamento Geral da União, do Fundo de Arrendamento Residencial (FAR) e do Fundo de Desenvolvimento Social (FDS). Nesse caso, a família se cadastra no cadastro habitacional do município e passa por seleção pública. A linha financiada usa recursos do FGTS e do Fundo Social e atende todas as faixas: não há inscrição nem processo seletivo — a família escolhe o imóvel e procura um banco habilitado, a Caixa ou o Banco do Brasil, para a análise de crédito.

Como usar este site
Comece por Quem pode participar para confirmar se a sua família se encaixa e o que a impede de participar. Depois confira Faixas de renda, porque é a faixa que define quase tudo: subsídio, juros e teto do imóvel. Quem está na menor renda deve ler Faixa 1 subsidiada com atenção, e quem mora no campo, Área rural. Para dar entrada, siga Como se inscrever e Documentos.
Guias deste site
- Quem pode participar — requisitos, o que impede a participação e o cálculo da renda.
- Faixas de renda — as quatro faixas urbanas e as faixas rurais de 2026.
- Subsídio — até R$ 55 mil (R$ 65 mil no Norte), Faixa 1 até 95% e quem não recebe.
- Juros e prazos — taxas por faixa, TR, desconto do cotista do FGTS e prazo de 35 anos.
- Teto do imóvel — o valor máximo conforme a faixa e o porte do município.
- Como se inscrever — prefeitura, entidade organizadora ou banco, conforme a linha.
- Documentos — o que levar, inclusive para renda informal.
- Faixa 1 subsidiada — prestações, isenção para Bolsa Família e BPC, e a regra dos 60 meses.
- Área rural — faixas anuais e o MCMV-Rural.
- Mudanças e outros programas — de 2009 ao Casa Verde e Amarela e às regras de 2026.