Subsídio: quanto o governo paga
O subsídio — chamado de desconto nas normas — é um valor que o governo aplica diretamente sobre o preço do imóvel e que a família não precisa devolver. Na prática, se a casa custa R$ 200 mil e a família recebe R$ 40 mil de subsídio, ela financia apenas R$ 160 mil. O desconto existe para as famílias de menor renda e diminui conforme a renda sobe: quanto menor a renda, maior o benefício.

Quem recebe e quanto, em 2026
| Faixa (renda mensal) | Subsídio |
|---|---|
| Faixa 1 (até R$ 3.200) | O maior do programa; na linha subsidiada, pode cobrir até 95% do valor da unidade |
| Faixa 2 (R$ 3.200,01 a R$ 5.000) | Desconto de até R$ 55 mil; até R$ 65 mil na Região Norte |
| Faixa 3 (R$ 5.000,01 a R$ 9.600) | Sem subsídio direto |
| Classe Média (até R$ 13.000) | Sem subsídio direto |
Os valores de R$ 55 mil e R$ 65 mil são tetos, não valores garantidos. O valor exato é calculado caso a caso na simulação e na análise, levando em conta a renda familiar, a localização do imóvel, o valor da unidade e as características da operação. É por isso que não existe um único número nacional de subsídio: duas famílias na mesma faixa, em municípios diferentes, podem receber valores diferentes. Se alguém prometer um valor exato antes da simulação, desconfie.

Faixa 1 subsidiada: até 95% do valor
Na linha subsidiada, voltada à Faixa 1, as unidades são construídas com recursos do Orçamento Geral da União, do FAR e do FDS, e o subsídio pode cobrir até 95% do valor da unidade. As prestações, quando existem, são calculadas conforme a renda da família. E há uma isenção importante, prevista na Lei nº 14.620, de 2023: as famílias que recebem BPC ou Bolsa Família são dispensadas do pagamento das prestações. Os detalhes dessa linha — prazo de 60 meses sem venda, ocupação em 30 dias e distrato — estão em Faixa 1 subsidiada.

O que o subsídio não é
O subsídio não é dinheiro na mão nem entrada obrigatória em espécie: ele abate o valor financiado. Ele também não se soma automaticamente ao FGTS — são recursos diferentes. O saldo do FGTS pertence ao trabalhador e pode ser usado na entrada, na amortização ou no abatimento de parte das prestações, conforme as regras do fundo. Quando os dois estão disponíveis, eles se combinam e reduzem o valor a financiar e o tamanho das parcelas. E lembre: o benefício habitacional é concedido uma única vez por beneficiário.