Minha Casa Minha Vida Explicado
O programa habitacional do Governo Federal, em português claro

Juros, prazo e FGTS

Os juros do Minha Casa, Minha Vida são o segundo grande benefício do programa, depois do subsídio. Eles são nominais e acrescidos da TR (Taxa Referencial), variam conforme a faixa de renda e a região, e sobem em degraus dentro de cada faixa conforme a renda aumenta. As taxas abaixo são as de 2026, para a linha financiada.

Edifício Louveira, em São Paulo
Edifício Louveira, em São Paulo. Foto: Ederporto, Wikimedia Commons, CC BY-SA 4.0.

Taxas nominais por faixa, em 2026

FaixaJuros nominais ao ano (+ TR)
Faixa 1 (até R$ 3.200)a partir de 4% (Norte e Nordeste) e 4,25% (demais regiões), subindo conforme a renda
Faixa 2 (R$ 3.200,01 a R$ 5.000)4,75% a 7%
Faixa 3 (R$ 5.000,01 a R$ 9.600)7,66% a 8,16%
Classe Média (até R$ 13.000)10%

As regiões Norte e Nordeste têm taxas um pouco menores nas faixas iniciais, porque o governo prioriza áreas com maior déficit habitacional. Quem tem três anos ou mais de trabalho com FGTS (cotista) paga 0,5 ponto percentual a menos — por exemplo, uma taxa de 8,16% cai para 7,66%. Como as taxas sobem em degraus dentro da faixa, a taxa exata da sua operação só aparece na simulação: duas famílias na mesma faixa podem pagar taxas diferentes.

Vista de Belo Horizonte
Vista de Belo Horizonte. Foto: Julia Nogueira, Wikimedia Commons, CC BY-SA 4.0.

Prazo de até 35 anos

O prazo máximo de financiamento é de 420 meses, ou 35 anos. O prazo longo é o que deixa a parcela caber no orçamento: a mesma dívida, espalhada por mais tempo, gera prestações menores — ao custo de mais juros no total. Na linha subsidiada da Faixa 1, a lógica é diferente: o contrato dura 60 meses, período em que o imóvel não pode ser vendido, e as prestações seguem a renda da família (com isenção para quem recebe BPC ou Bolsa Família).

Fachada de prédio residencial no Rio de Janeiro
Fachada de prédio residencial no Rio de Janeiro. Foto: Wilfredor, Wikimedia Commons, CC0.

O FGTS na compra

O saldo do FGTS pode ser usado de três formas: na entrada, como parte do pagamento inicial; na amortização do saldo devedor, reduzindo a dívida de uma vez; e no abatimento de parte das prestações, por um período, conforme as regras do fundo. O uso do FGTS exige que o trabalhador, o imóvel e o financiamento atendam às regras do fundo — nem toda operação aceita todas as formas de uso. Vale conferir, antes de assinar, qual uso foi aplicado na sua proposta, porque ele muda o valor financiado e o tamanho das parcelas.

Cuidado com a comparação. Comparar apenas a taxa nominal engana: duas propostas com a mesma taxa podem ter parcelas diferentes por causa do valor financiado, do prazo, do subsídio aplicado e do uso do FGTS. Compare sempre o valor da prestação e o custo total, não só a taxa.
Informação geral apenas. Esta página explica o programa Minha Casa, Minha Vida em português claro. Não é aconselhamento jurídico, financeiro ou habitacional, e não pode decidir se uma família tem direito ao benefício. Somente a Caixa Econômica Federal, o Banco do Brasil ou o ente público responsável, com as regras do Ministério das Cidades, podem decidir um caso concreto. Regras e valores mudam com o tempo — os valores aqui são os de 2026 — por isso confirme sempre a situação atual nos canais oficiais antes de agir. Contato: hello [at] tapetoolhq.com.